sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A solidão e o seu desgaste...


A Solidão e o seu Desgaste

Carlos Pena Filho

Freqüentador da solidão, às vezes
Jogava ao ar um desespero ou outro,
Mas guardava os menores objetos
Onde a vida morava e o amor nascia.

Era uma carga enorme e sem sentido,
Um silêncio magoado e impermeável...
A solidão povoada de instrumentos,
Roubando espaço à andeja liberdade.

Mas, hoje, é outro que nem lembra aquele
Passeia pelos campos e os despreza
E porque sabe com certeza clara,

O princípio e o fim da coisa amada,
Guarda pouco da vida e o que retém
É só pelo impossível de eximir-se.


Poesia que tem a ver com meu presente momento...sozinho em meio à multidão. Tenho buscado formas de fugir( porém não de resolver ) disso.

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